quarta-feira, 9 de março de 2011

Rockets dos Mais Recentes Finais de Semana

O mundo anda complexo. A dita dinâmica dos fenómenos mundanos. Os finais de semana deixaram de ser os mesmos. Como consequência disso, pelos cantos da cidade, juventude “masturba” ideias infames que desembocam no mais antro da perdição, são os Rockets dos mais recentes finais de semana.
A droga no mais lato sentido, toma conta das nossas ruas, durante os finais de semana. A quem culpabilizar ou responsabilizar, se tudo acontece sob nosso olhar impávido. Cada um de nós, já observou um letreiro num desses bares “proibida a venda de bebidas alcoólicas e cigarros a menores de 18 anos”,mas que, na verdade, vende-se os referidos artigos sem nenhum peso de consciência, à tais menores.
Pequenotes disputam com os da “velha escola” o mesmo copo de cerveja e frequentam os famosos Clubes Nocturnos da cidade. Está situação é digna de maus olhares para quem tem um mínimo de preservação de valores morais. Os dissabores não tardarão por chegar.
É lamentável porque, os Rockets dos finais de semana têm formado uma juventude viciada, debochada e irresponsável, a mesma que alguém ousou apelida-la de ser capaz de vender o país. No entanto, não quero aqui de forma alguma, acusar toda juventude moçambicana, há que ressalvar os esforços dos jovens preocupados em vencer a pobreza no verdadeiro sentido, os mesmos do CNJ, do Parlamento Juvenil, da OJM e de outras agremiações em prol de uma juventude próspera e livre do HIV-SIDA.
Os finais de semana devem servir, sem dúvida alguma, para refastelar depois de uma jornada semanal de trabalho, ou seja de aulas e de qualquer outra actividade, mas, não quer isso dizer que, se deva perder o juízo. Que se deva entregar ao álcool sem limitações…
Não temos que imputar toda a responsabilidade aos promotores de eventos (entreteiners), que apesar de impulsionarem noites com álcool à mistura, há que frisar: o jovem tem a última palavra, falta-lhe a decisão final. Tem que saber quando e porquê parar, ou beber moderadamente, mesmo quando pensa que a festa esteja boa demais.
Contudo, nestes finais de semana modernos, acontecem cenários que se registados, filme desagradável aos pais e encarregados de educação visualizariam, ao ponto de se calhar, poderem medir de alguma forma o risco que seus educandos correm nas ruas, dada sua vulnerabilidade face aos chamados Rockets dos mais recentes finais semana.


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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Danos Colaterais

By Saiwala Mic
Ficamos informados que a crise política na zona do Magreb, as cheias que assolaram sobremaneira a Austrália, anunciaram que nos próximos meses, com enfoque para o de Março, mais uma crise económica mundial terá lugar. Adicionalmente, nos foi comunicado que os preços dos combustíveis irão subir, cá na urbe, os subsídios do mesmo produto e alimentares também serão suprimidos… De todos lados vejo flechas apontadas a nós desprovidos de recursos para uma eventual “legítima defesa”.
A produção agrícola contínua a baixar, a segunda época, comprometida se bem que, nos últimos dias, não chove o suficiente, as águas do Umbeluze, do Limpopo e as do Zambeze sequer pouparam as nossas culturas. Advinha-se, porém, meses desoladores, mesmo com o discurso fortalecedor de que: “a segurança alimentar está garantida”!
Muito alarido ainda, apesar de mensagens para quiçá acautelemo-nos de tudo quanto nos espera. Se o Governo que é o gestor mor de recursos do povo, apela a posicionarmo-nos melhor, supostamente porque não dispõe de recursos para suplantar a crise, e nós coitados se dele dependemos, como o faremos?
Soam vozes que nos inspiram alguma esperança, quando com pompa e circunstância, afirmam que para os cofres do Estado, avultadas somas em dinheiro foram arrecadadas, fruto de um esforço conjugado dos diversos intervenientes, directamente ligados a área de arrecadação de receitas do Estado, pena, porque ainda continuamos com o deficit nos pilares do orçamento do Estado.
Diremos aos nossos compatriotas, lá onde não se fala português com muita fluidez que, tudo quanto estamos e iremos passar, são os chamados “danos colaterais de uma economia mundial fragilizada”. 


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A SUPERIORIDADE DAS POSIÇÕES POLÍTICO-SOCIAIS

Por Saiwala Mic

A superioridade das posições político - sociais arregaça ilustrações que merecem reflexão especial neste espaço. Não são necessariamente, actos de censura aos políticos audaciosos e manipuladores do povo de que o sarcasmo e descaramento deram lugar a corrupção exacerbada nas instituições do Estado.

São sim, reprovações daqueles que os impostos e outras taxas pagam suas mordomias e deixam em maus lençóis os verdadeiros beneficiários (o povo). São murmúrios daqueles que olham um país onde a Justiça e os tribunais funcionam em função do “Boss” do dia, sem prejuízo dos esforços desencadeados nesta matéria pelos timoneiros destes órgãos.

Não quero porém, trazer cenários novos, já que, para se designarem coisas novas, são necessários termos novos. Faço eco da tónica dos debates que têm sido alvo de muitos comentários nesta bela pérola.

Não quero, neste âmbito, discutir o mérito de tais comentários, mas, considerando apenas o lado linguístico da questão, diria que estamos todos dissertando sobre a mesma faceta, a de ver “Moçambique livre dos abusos” perpetrados por pessoas próximas “ (membros do partido) ”, que graças ao sistema judicial que os encoberta, continuam impunes.

Quero ver revolucionado o espírito do camarada. Aquele que um dia pegou em armas e libertou o pais para o benefício da maioria (o povo). Façamos desaparecer o egoísmo e o orgulho incomensurável nos nossos camaradas. Compatriotas, como eu, há muitos, “a nossa escova é curta”[1], se calhar, por isso, não alcancemos os decisions makers

A todos estes que abusam da superioridade de suas posições político-sociais, para, em proveito próprio, oprimir o povo, digo-vos sem escamotear factos, “ merecem anátema! Ai deles! Serão, a seu turno, oprimidos: voto do povo sofrido, jamais”!!!




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[1] Original de Kara boss (Duas Caras).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Utopia da Família Moçambicana


Por Saiwala Mic

Lá no fundo dos seus olhos afigura-se um futuro brioso para toda família, que apesar do ano pretérito ter sido um estrépito, arregaça as mangas para mais e enormes duelos de longas noites nesta urbe. Caminhar sozinho, nunca. Claro, advinha-se uma luta conjunta.

A poupança nos recursos públicos, financiou os subsídios às gasolineiras e às panificadoras, e que felizmente até Março se beneficiará deles. E depois deste período, não sabe se os preços que subiram a galope nas festividades, baixarão, porque nessa altura o subsidio será lhe retirado.

Rumo a prosperidade é o discurso do dia, o que ele não sabe, é se este, começa com 13º vencimento, ou se a definição do salário mínimo do ano, será determinado, com base no ínfimo significado da cesta básica.

Sem dúvida, os desafios são tantos. Tem três filhos. Um terminou a 12ª classe e clama para uma vaga na Universidade, se  bem que na pública não é tão simples quanto parece, portanto, fica a mercê das privadas com propinas “competitivas”, mas que afundam o seu bolso. Preocupação agora, é com os outros dois filhos, a época de matrículas abriu, porém, o encontrou financeiramente derrubado, já que a festa de família e a de final de ano mutilaram as míseras moedas de que dispunha.

Desafios são enormes ainda, quando sonha com a revolução verde revertida no seu campo de cultivo; o dispor do credito agrário autêntica e robusta realidade; a escola, o acesso a saúde e de água potável,  cada vez mais próximas de si.

Pensa que neste novo ano, a energia de Cahora Bassa, estará disponível em todos 128 distritos. Acredita que, o estudo de impacto ambiental seja favorável para construção de mais uma barragem, a de Pandancua.

Vezes sem conta, imagina a quantidade e qualidade de benefícios a colher graças a descoberta do petróleo na sua urbe. Arquitecta ainda que, a Linha de Sena esteja pronta para fazer o escoamento do carvão mineral de Moatize.

“Dramatiza” a ideia de ver revista a Constituição da República, embora uma ala sobejamente conhecida, que afinal, da qual é membro, procura a ferro e fogo faze-la acontecer.

Almeja no entanto, ver construídas e reabilitadas pelo menos 5.000 km das estradas nacionais, que nas épocas chuvosas, são um calcanhar de Aquiles para si.
Evidencia a possibilidade de ver equipada a polícia de segurança pública e terminada a corrupção promíscua nas Instituições Públicas.

Contudo, estes e outros tantos desafios não descritos, são o apêndice  para se vencer a pobreza na sua urbe. Uma coisa é certa, os desafios acima, não passam de mera utopia da família moçambicana.







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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Balanço 2010 (ACTOS E OMISSÕES)


Por Saiwala Mic

A retrospectiva de 2010 nos faz gatafunhar vários cenários surpreendentes que marcaram de forma indelével a bela pérola do Índico. Só para citar alguns exemplos, mexidas no governo com figuras “intocáveis” a contentarem-se com a magna casa do povo; condenados do caso polémico dos Aeroportos, ainda fora dos calabouços; HIV/Sida a intrometer-se na vida dos académicos e com instrução superior; 1 e 2 de Setembro a culminarem com o famoso comunicado de imprensa publicado à 07 de Setembro que fracassadamente avançou a ideia de racionalização de gastos públicos.

Observamos também o primeiro informe anual do PR que praticamente não tocou diferente a música, se não fazer eco com outra melodia, à de caminhar rumo à prosperidade.
Não queremos dizer que foi como Leonel Brizola ousou afirmar que, em Moçambique criamos um “vergonhódromo para os políticos sem vergonha, que tiveram a chance de chegar ao poder esquecerem-se completamente dos compromissos com o povo”[1].

Queremos ademais, reconhecer que trabalho abnegado foi realizado, gente engajada lutou para que, de facto, reduzíssemos, embora aparentemente, os níveis de inflação e que o PIB tenha mais uma vez crescido. A economia moçambicana está a reerguer-se depois daquela recessão financeira global.

Presenciamos num passado muito recente a inauguração de um complexo infra-estrutural que congrega 3 ministérios, bela realização.

Cá estávamos quando a wikileaks de forma brutal acusou gente bem posicionada na estrutura do governo e até os antecessores de estarem ao serviço dos narcotraficantes.

Fizemos parte do lançamento dos Jogos Africanos que sem dúvida alguma, trarão o raríssimo privilégio de mostrar ao mundo, o mosaico turístico e cultural do nosso país e por assim dizer, os pequenos e grandes empresários tem aqui, espaço garantido para angariarem grandes somas e potencializarem a economia nacional.

É bom que se diga, houve muitas realizações (Actos), mas também faltou vontade “politica” (Omissões), dos principais decisores, de ver assuntos de extrema relevância tivessem lugar em sede da AR.

Como se pode ver, fazer balanço de um ano, não se resume nisso, sabemos que há muitos outros assuntos que não foram abordados, a estes, em sede própria iremos partilhar o nosso entendimento.

Esperamos que em 2011, Moçambique possa caminhar rumo á… com indicadores claros e fáceis de avaliação prática, que a pobreza e os demais desafios do governo sejam alcançados na plenitude.

Agradecemos a todos que muito têm feito por esta pátria amada. Haja saúde e paz para todos eles. Voto similar endereçamos a toda nossa família no sentido africano do termo.

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[1] Frase original de Lionel Brizola.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais um Primeiro de Dezembro (Reflexões em torno do HIV)

Por: Saiwala Mic

01 de Dezembro de cada ano, o mundo para pensar e reflectir sobre o SIDA!! Como pacato cidadão que sou, não sigo as regras ditas nos livros... Sigo sim, o meu coração, não a cabeça. Também sei que o HIV não torna perigoso conhecer as pessoas infectadas, o que pressupõe que, podemos dar as mãos para eles e lhes dar um abraço: Ajudar as pessoas que precisam é parte boa e essencial nas nossas vidas, um tipo de destino!

Aproveitei este espaço para deixar meu pequeno contributo. Façamos desta data verdadeiro campo de reflexões conjuntas e pormenorizadas sobre este grande flagelo, principalmente, se assumirmos o que tem sido propalado por ai: A propagação do HIV está muitas vezes ligada à desigualdade de género. E as mulheres e as crianças constituem cerca de 60% dos casos de HIV em África. A violência sexual afecta as mulheres de uma forma desproporcionada, o que aumenta a sua vulnerabilidade à contracção do HIV.

Contudo, se estivermos determinados a trabalhar em conjunto, ainda podemos vencer esta epidemia. Lembre-se que como Moçambicanos, já perdemos, um amigo, um pai, uma mãe, um tio, resumindo, um familiar, apesar de reconhecer que também, ganhamos um intercessor junto de deus, temos razões para tristeza!
Faço a réplica do discurso do dia, "é possível uma geração sem HIV/SIDA, começa comigo e contigo também".
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